Apresentação: A Rainha do Castelo de Ar

Sinopse
Com mais de 15 milhões de exemplares vendidos no mundo, a trilogia Millennium é uma das mais bem-sucedidas séries policiais dos últimos anos, e já conta com uma versão cinematográfica. Quer seja tratando da violência contra as mulheres, quer seja enfocando os crimes cometidos por magnatas ou pelo Estado, a saga cumpre sua principal missão: a de nos envolver numa leitura absorvente, cheia de mistérios. Neste terceiro e último volume da série, Lisbeth Salander se recupera, num hospital, de ferimentos que quase lhe tiraram a vida, enquanto Mikael Blomkvist procura conduzir uma investigação paralela que prove a inocência de sua amiga, acusada de vários crimes. Mas a jovem não fica parada, e muito mais do que uma chance para defender-se, ela quer uma oportunidade para dar o troco. E agora conta com excelentes aliados. Além de Mikael, jornalista investigativo que já desbaratou esquemas fraudulentos e solucionou crimes escabrosos, no mesmo front estão Annika Giannini, advogada especializada em defender mulheres vítimas de violência, e o inspetor Jan Bublanski, que segue sua própria linha investigativa, na contramão da promotoria. Com a ajuda deles, Lisbeth está muito perto de desmantelar um plano sórdido que durante anos se articulou nos subterrâneos do Estado sueco, um complô em cujo centro está um perigoso espião russo que ela já tentou matar. Duas vezes. A rainha do castelo de ar enfoca de modo original as mazelas da sociedade atual, tendo conquistado um lugar único dentro da literatura policial contemporânea.

Comentário
5,0 de 5 estrelas Triplo Homicídio
Por Leila Gonçalves
Não é raro um escritor somente obter o reconhecimento póstumo e Stieg Larsson, jornalista e ativista sueco, faz parte parte dessa lista. Vítima de um enfarte, ele morreu aos 50 anos, pouco antes que seus três livros fossem publicados. Eles fazem parte de uma série policial chamada “Millennium” que apresenta um retrato fiel da sociedade atual, marcada pela informatização, corrupção e violência.

O primeiro episódio, “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, investiga o desaparecimento de uma jovem milionária, Harriet Vanger, ocorrido há quarenta anos. Seus protagonistas, o jornalista Mikael Blomkvist e a hacker Lizbeth Salander, novamente entram em ação para atuar num caso relacionado com a vida de Salander, tornando possível conhecer melhor suas motivações que, em alguns momentos, não ficaram suficientemente claras na primeira parte da trilogia.

“A Menina que Brincava com Fogo” gira em torno do cruel assassinato de um casal que estava prestes a publicar um livro sobre o tráfico de mulheres. Na mesma noite, o tutor de Lisbeth é morto a tiros e a arma usada além de ser a mesma, possui as impressões digitais da jovem. Procurada por triplo homicídio, ela desaparece, enquanto planeja se vingar dos inimigos.

Larsson não tem pressa para desenvolver a história, revela-se um escritor perspicaz e minucioso que sabe criar tensão. Trabalha com assuntos delicados como abuso sexual, obstrução da justiça, sensacionalismo da mídia e o critério de internação em clínicas psiquiátricas.

Em síntese, traçando um perfeito painel da atualidade, trata-se de uma impecável recomendação de leitura, aliás, como toda a série. Divirta-se!

Nota: O primeiro e o segundo livro são leituras independentes, no entanto, o terceiro, “A Rainha do Castelo de Ar”, é a sequência dessa história.^

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