Apresentação: A Garota na Teia de Aranha

Sinopse
Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist estão de volta na aguardada e eletrizante continuação da série Millennium. Neste thriller explosivo, a genial hacker Lisbeth Salander e o jornalista Mikael Blomkvist precisam juntar forças para enfrentar uma nova e terrível ameaça. É tarde da noite e Blomkvist recebe o telefonema de uma fonte confiável, dizendo que tem informações vitais aos Estados Unidos. A fonte está em contato com uma jovem e brilhante hacker – uma hacker parecida com alguém que Blomkvist conhece. As implicações são assombrosas. Blomkvist, que precisa desesperadamente de um furo para a revista Millennium, pede ajuda a Lisbeth. Ela, como sempre, tem objetivos próprios. Em A garota na teia de aranha, a dupla que já arrebatou mais de 80 milhões de leitores em Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de ar se encontra de novo neste thriller extraordinário e imensamente atual.

Comentário
5,0 de 5 estrelas O melhor do impossível
Carlos Magno Consoli De souza

É impossível ler o quarto livro da série Millenium e não ficar se perguntando como ele seria se fosse escrito pelas mãos do falecido Stieg Larsson, porém, despindo-se deste preconceito e de um incômodo inicial a obra pode ser muito melhor aproveitada.

Aparentemente Lagercrantz não quis “reinventar a roda”, fez o possível respeitando a “alma dos personagens”. Consegui facilmente notar Mikael Blomkvist sendo Mikael Blomkvist, Lisbeth Salander sendo Lisbeth Salander, sem qualquer atitude dos personagens que me tenha feito torcer o nariz, ou mesmo que soasse deslocado, essa previsibilidade de suas ações está longe de ser o demérito da obra, já que qualquer revolução em suas personalidades soaria como desrespeitosa à obra de Larsson.

A trama é bem criativa, “fechadinha” e interessante, a narrativa bem ágil – alternando de pontos de vista de personagens em certos casos em uma simples virada de página, mantendo o ritmo acelerado – o que deu a impressão de o livro ser muito menor do que de fato é – as explicações de conceitos tecnológicos são deliciosas, a sensação é de que em meio a ficção também se aprende é de um didatismo que não soa cansativo.

Imagino que o autor tenha tomado todos os cuidados necessários para não fazer uma ruptura brusca com os outros livros da série, foi feliz, porém gostaria de ler mais sobre o universo Millenium nas mãos de um Lagercrantz menos recatado, menos ghost-writer (ou segundo ele próprio “bipolar”), mais disposto a dar sua visão de uma obra que já se tornou muito maior que seus redatores.

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